quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Saudades

saudade
sau.da.de
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia. (...)

Definição dada pelo dicionário Michaelis.

E a definição dada pelo Emilio? Saudade é uma coisa que dói, que incomoda, que te dá vontade de ir diminuindo, sentar num cantinho e ficar chorando bem quietinho pra ver se o tempo passa mais rápido.

Só que se a gente se entregar e deixar a saudade se apossar da nossa mente, aí tudo começa a ficar mais difícil e complicado com o passar dos dias...

Então eu prefiro tentar evitar a saudade. Não vou dizer que ela não aparece. Tem horas que ela chega de forma arrebatadora e me põe pra baixo. Pensar na Fê, na minha família (pais, irmãos, primos e tios), nos meus amigos e na vida que eu levo aí no Brasil é inevitável. Mas ao invés de ficar pensando que eu poderia estar aí no Brasil, no Rio, na Ilha, com você(s), eu tento aproveitar a oportunidade que eu tenho aqui pra viver uma vida sem traumas. Sem contar os dias. Sem olhar lá pra frente e sem ficar remoendo o passado. Mas todo dia, antes de dormir e na hora que eu acordo eu penso em vocês e penso em como seria bom estar com todos vocês...

Por isso não pensem que tudo são flores por aqui. Mas eu tenho me esforçado ao máximo para fazer com que os dias sejam prazerosos e para que no futuro eu tenha apenas boas lembranças dessa temporada canadense.

Beijos e abraços com muita saudade de todos.
Amor, eu te amo muito...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

E depois do carnaval...


Então pessoal,
Depois do último supertexto que eu escrevi, esse agora vai ser curtinho.
A semana que se passou foi ótima. Totalmente diferente das que vieram antes.
Isso porque no dia do carnaval que teve aqui eu conheci algumas pessoas. No dia da festa eu cheguei no ponto de ônibus e tinham duas pessoas lá dentro (aqui os pontos são pequenas caixas de vidro fechadas por causa do frio). Aí eu dei boa noite em inglês, eles me responderam e começaram a conversar em português. hehehe... Santa coincidência! Aí eu dei boa noite e eles começaram a rir. Os dois são do Rio, a Thaís que é da própria cidade maravilhosa e o Bernardo que é de Petrópolis. Aí já fomos conversando no ônibus e quando chegamos lá na festa passamos a noite toda conversando, rindo e pulando o carnaval. Aí além deles, conheci mais um monte de gente. Dentre eles um outro carioca chamado Gustavo.
No domingo eu fui pro jogo, como eu escrevi no último texto. Mas mesmo assim eu já comecei a conversar com o pessoal que mora aqui pela internet. Isso ajudou pra caramba pq quando dava 7h da noite aqui, todo mundo no Brasil tava dormindo e eu não tinha mais com quem conversar...
Aí na segunda passada eu fui comer uma pizza com o Gustavo, depois fui num jogo de hockey com o Tuca (aquele pernambucano que me emprestou o patins) e na sexta eu fui num pub tomar cerveja com outros brasileiros e uma ucraniana (???).
No sábado de manhã eu fui com o pessoal do lab tomar um café-da-manhã/almoço em um restaurante chinês e de noitinha eu tinha três ofertas: a) ir assistir a uma luta de vale-tudo na casa de um paulista (Jean), b) ir tomar cerveja num bar com o pessoal do lab e c) ir ao cinema. Resolvi ir ao cinema. Assistimos a um filme de suspense/terror com o Leonardo Di Caprio chamado Shutter Island. O filme é assim assim, mas o mais engraçado é que foi um time de futebol: 7 homens... hehehe... 4 do Brasil sil sil e 3 colombianos...
No domingo eu fui patinar com o pessoal do lab no Hawlerak park e quando eles estavam indo embora o Gustavo e a Thaís chegaram pra gente patinar. Junto com eles, vieram duas colombianas (Laura e Liliana) muito gente fina. Depois de alguns tombos, de ensinar alguma coisa pra eles, a gente foi assistir ao jogo de hockey do Canadá contra os EUA em um bar aqui. Nessa encontramos com o Levi, um mineiro gente fina que foi o que convidou o time de futebol pra ir ao cinema.
Enfim, desde o carnaval a minha vida aqui fico muito mais tranquila.
Mas a saudade ainda aperta por aqui.
Beijos a todos!


Domingo no Hawlerak park. Um belo dia de sol e um ótimo dia para patinar.


Esculturas feitas com neve! Duvido que o Igor já tenha feito isso.. hahaha

Eles tanto me encheram o saco que eu acabei tirando a foto no trono de gelo!

Thaís (a do meio) ensinado o Gustavo (esq) e a Liliana (dir) a patinar no gelo...

E no fim do dia, um belo por do sol...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A realização de um sonho (parte 2)

Oi pessoal, foi mal a demora para o aguardado texto.
Como eu falei no último texto, domingo passado eu realizei um sonho.
Desde moleque que eu me amarro em hockey. E quando se fala em hockey, todas as pessoas que já ouviram falar desse esporte louco vão pensar em um campeonato: a NHL. Praqueles que nunca ouviram falar em NHL, ela é a liga norte-americana de hockey e é onde todas as grandes estrelas do mundo do hockey jogam. Salários milionários, mulheres e tudo o mais. É como as ligas inglesa, espanhola e italiana de futebol. O esporte com muito dinheiro e com todas as estrelas.

Pois bem, eu fui assistir ao jogo do time aqui da cidade, o Edmonton Oilers (Petroleiros, vamos traduzir assim) contra um time da Califórnia, o famoso Anaheim Ducks (que foi criado após o filme "Nós somos os campeões" que foi feito pela Disney nos anos 90).

Quando eu pensei em vir pra Edmonton, eu lembrei que o Wayne Gretzky foi revelado e fez história aqui na cidade. Wayne Gretzky foi o maior jogador de hockey que já existiu na história. Além de jogar muito o cara tem um carisma danado. A cidade tem ele como um dos seus maiores "expoentes". E durante a década de 90 ele foi o pivô de uma das transações mais caras, pra época, em todos os esportes. Tem livro, documentários e um bocado de outras coisas aqui na cidade sobre essa transação. Ele foi chamado de traidor, de sanguessuga, entre muitas outras coisas. Mas o legal, que eu vi num documentário, é que quando ele veio fazer o primeiro jogo contra o time de Edmonton, a torcida compareceu em massa e lotou o estádio. E para eles não era um jogo do Kings (o então atual time do Gretsky) contra o Oilers. Era uma apresentação do Wayne Gretzky. Achei muito legal. E esse cara é o "prefeito" da cidade. Se ele se elegesse, sem dúvidas ganharia. Não ganharia só aqui em Edmonton, mas no Canadá inteiro. Pra vocês terem uma idéia o cara tem uma rua e uma estátua aqui em Edmonton (veja as fotos abaixo) e ainda é vivo. É como se começassem a erguer monumentos para o Pelé. O dia que o Edson bater as botas você vai encontrar um milhão de ruas com o nome Pelé ou Edson Arantes do Nascimento... mas até lá... hehehe... isso eu achei engraçado. Apesar do Gretzky ter trazido títulos para o time de Edmonton, a situação hoje em dia é bem diferente. Mais a baixo vocês entenderão...

Foto da direita: Emilio Lanna aos pés da estátua de Wayne Gretzky levantando a Stanley Cup (a taça da NHL). Foto da esq. Placa da "Wayne Gretsky Drive"

Acordei umas 10 horas no domingo e passei o dia todo super ansioso. Quando deu três da tarde eu saí daqui de casa, peguei o LRT (o metrô daqui) e fui pro norte. Algumas estações depois eu desci no "Coliseu" que é praticamente dentro do "estádio" do time do Oilers. O lugar é chamado de Rexall Place (Rexall é uma marca de farmácias daqui...) e fica, adivinhem aonde? Na Wayne Gretzky Dr.


Bem vindos ao Rexall Place.

Após dar uma volta ao redor do estádio para achar a estátua da foto acima, eu entrei no estádio. Sem fila, sem brigas, sem camelôs. Uma pessoa simpática pegou o meu ingresso (que eu havia comprado online e impresso lá no laboratório), uma outra revistou a minha mochila e eu já estava dentro do estádio. Fui na loja do time e gastei uma grana comprando uma camisa e um boné do time - estavam em promoção... hehehe...
E aí fui pro meu lugar, fileira 39, poltrona 5. Lugar marcado! Andei um pouco, muitas pessoas pra indicar onde eu tinha que ir até chegar no meu lugar. Um bom lugar com uma boa vista para o "rink" (a pista de gelo). Cheguei e me sentei no lugar que eu havia comprado. Tinham duas mulheres do meu lado, nenhum homem por perto. Só que eram 10 pras 4, o jogo começava as 5... hehehe... ai foi a espera... a ansiedade só aumentando...
20 pras 5 mais ou menos os caras entraram no rink. Fizeram um aquecimento exatamente idêntico ao que nós fazíamos antes dos nossos jogos de hockey e depois voltaram pro vestiário. Nessa hora eu já estava realizado. Tinha visto jogadores como Teemu Selanne e Scott Niedemayer patinarem a uns 50 metros de mim... Mas uma coisa me espantou, o estádio não estava muito cheio...

Aquecimento dos jogadores dos dois times: o de branco é o Ducks e o de azul o Oilers.

5 horas em ponto. As luzes se apagaram e um show de símbolos do Oilers foram projetados no gelo. Uma enorme torre de extração de petróleo desceu e os jogadores do time daqui entraram passando por dentro dela.... o estádio, essa hora, já estava cheio e as pessoas gritaram muito! Foi muito legal. Aí teve hino americano, hino canadense com todo mundo cantando em coro. Umas palhaçadas antes do jogo e finalmente a pelada começou. Aí eu estava emocionado. Quase chorei... hahaha...
Mas a partir dai confesso que foi um tanto quanto frustrante. O time do Oilers é uma bela porcaria. Marcou esse ano uma série de 20 jogos sem vencer. E dessa vez não foi diferente: perdeu de novo! Mas não foi a derrota que me frustrou. Depois que uma pessoa vai ao Maracanã, num jogo do Flamengo, qualquer torcida do planeta vai parecer desanimada pra ele, até mesmo a do seu amado tricolor paulista. Mas a torcida daqui era desanimada demais. Dava pra ouvir o capitão do time gritando com os seus jogadores, o técnico gritando as instruções... um silêncio esmagador. De vez em qdo aparecia um cara do nada, em locais aleatórios do estádio, com um tambor e puxava um "Let's go Oilers..." que durava alguns segundos, mas logo era silenciado. O silêncio se quebrou quando o time fez os três gols deles e quando anunciaram que o Canadá tinha ganho uma medalha de ouro na olimpíadas de inverno.
Mas foi legal... os caras jogam muito. Patinam muito. Tiveram algumas brigas... Muitos gols (7 a 3 o placar final) e eu vivenciei um jogo da NHL.
Na saída, todos andando educadamente, se dirigindo ao LRT. Uma fila gigantesca pra pegar o bilhete e pra poder entrar na estação. Mas eu tenho um passe estudantil aqui e me dei bem. Nada de fila pra bilhete, muito menos pra entrar... fui direto, peguei um trem vazio e em 10 minutos estava aqui em casa. REALIZADO.
Agora eu posso confessar: vim pro Canadá, em janeiro e no meio do inverno, pra trabalhar. Mas um dos motivos de ter escolhido isso aqui era poder assistir a um jogo de hockey. Pronto! Sonho realizado!!!
Menos um pra lista de sonhos impossíveis!!!

Fim de jogo! Sonho realizado! Eu com camisa e boné do time e o rink do ginásio atrás de mim!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A sensação de se passar o carnaval fora do Rio e a Realização de um sonho (pt. 1)

Olá foliões de plantão,
Já estão cansados de pular de bloco em bloco? Daquela correria alucinada pra tentar achar o bloco tal na rua tal e chegar lá não ter bloco nenhum? hehehe... tudo bem, faz parte da festa! Não importa se você gosta de ouvir marchinhas de carnaval, samba-enredo, música bahiana ou frevo, o importante nesse carnaval é se divertir.
Ontem eu "pulei" o meu carnaval. A sociedade de Brasileiros aqui de Edmonton promoveu um baile em uma pequena casa de festas aqui. Tocando todas as músicas brasileiras que você imaginar: do samba-enredo a música de festa junina. Mas foi legal. Conheci um monte de gente maneira, gente de todos os cantos do Brasil, mas conversei especialmente com o pessoal do Rio. Tinha salgadinho: coxinha de frango, bolinho de bacalhau e risole de camarão e pra beber Guaraná, Caipirinha e Brahma. Apesar de estar pulando carnaval de camisa de botão e calça jeans, deu pra me sentir no Brasil por alguns minutos. Foi bom pra animar um pouco. Resumidamente, foi muito legal!
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E hoje, hoje é o dia da realização de um sonho.
Alguns anos atrás, quando eu tinha uns 12 anos mais ou menos, eu comecei a nutrir uma paixão por um esporte. Depois de quase 15 anos e depois de aprender muito sobre o danado do esporte, praticar e conhecer amigos que serão meus amigos para sempre por causa do esporte, hoje eu me encontro em uma situação que eu sonhei durante esses 15 anos. Eu vou a um jogo da NHL - a liga norte-americana de hockey. É como pra um flamenguista que nasceu e morou em Brasilia durante toda a sua vida ir assistir a um jogo do seu time no campeonato brasileiro em pleno Maracanã. Mas adicione ao fato de o hockey não ser nem um pouco popular no Brasil e ser quase impossível assistir a um jogo aí em terras tupiniquins... ou seja! Hoje é um grande dia pra mim. O jogo começa as 5, sao quase 11 e eu já estou extremamente ansioso... hehehe..
preparem-se para o proximo texto. Ele vai ser sobre a realização de um sonho! hehehe

beijos a todos.
Emilio

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Portas

Aqui em Edmonton, e acredito que na maioria dos lugares frios que tem aquecedores em todos os prédios, você tem que se acostumar com as portas. Elas estão por todas as partes. Pra entrar em qualquer lugar você tem que passar por pelo menos duas delas. Ai de uma passagem pra outra, mais duas... e assim por diante. Haja portas!
O problema maior das portas é o sentido. A maioria delas é corta-fogo também. Então só abrem em um sentido. Esse sentido geralmente é pra fora do prédio.. ou o corredor em que você se encontra. Só que isso depende. Deveria ser assim. Aí toda vez que eu vou abrir uma porta eu penso "pra fora do prédio". Mas por exemplo, pra vir aqui pra casa, a porta abre pra fora do prédio, mas eu to pensando que eu to entrando e não saindo... então, vira volta e meia eu puxo ela, ao invés de empurrar... hehehe... Sem contar nas palavras né? Quando tem escrito PUSH, involuntariamente meu cerébro pensa: PUXE. Mas PUSH, em inglês pra quem não sabe, é EMPURRE. Já viram o nó que dá na cabeça né?
Na hora do "rush", intervalo entre as aulas, o problema com as portas é ainda maior. Muitas pessoas saem das salas e circulam pelos corredores. Ai voce tem que ficar alerta pra não dar mole e deixar a porta fechar bem na sua frente, se não você vai atrasar todo mundo em alguns poucos segundos...
E não adianta tentar ser cavalheiro aqui não. Se você for abrir a porta pra todas as mulheres, você vai passar a vida inteira abrindo portas... heheheh...
Mas com o tempo você se acostuma... assim espero.

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Eu ainda me surpreendo com todo mundo falando inglês com naturalidade... quando eu vejo as pessoas conversando eu penso que elas estão conversando em português... aí quando ouço, eu fico surpreso... hehehehe

Beijos e abraços a todos!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dia de lavar roupa - "Mr. Bean goes to the laundry"

A Titi me perguntou em um dos meus textos atrás sobre como se lavava roupa.
Hoje foi a segunda vez que eu fui lavar roupa aqui no Canadá. A primeira vez foi quando eu estava na casa da Sally (minha chefe aqui). Lá a máquina era uma máquina comum e não teve dificuldade. Somente ligar, colocar o sabão e acabou. Depois eu pendurei a roupa dentro da lavanderia e deixei ela lá pra secar.
Mas hoje foi a aventura de lavar a roupa na lavanderia aqui do HUB. Tudo começou de manhã. Peguei minhas roupas e coloquei numa bolsa e levei pra lá. Seguindo todas as instruções coloquei a roupa na máquina, o sabão (que não é em pó e sim líquido), fechei e fui colocar as moedinhas pra ele começar a lavar a roupa. Peraí! Moedas? As máquinas não trabalham com moeda. Perguntei igual a um idiota pra um, adivinhem?, chinês que estava na lavanderia como eu fazia pra colocar a moeda e ele falou que eu precisava passar o meu "OneCard" (que é a carteirinha aqui da faculdade que funciona como cartão de débito) num teclado que tinha lá, digitar o número da máquina e aí era só esperar. O problema era: eu tinha que ter dinheiro no OneCard. hehehe...
Bom, de tarde eu fui num outro prédio, coloquei o dinheiro no OneCard e voltei de noite para poder lavar a roupa. Ai coloquei a roupa na máquina, o sabão líquido, fechei, fui até o teclado, passei o cartão, selecionei a máquina e aí... aí que o troço não funcionou... hehehe... tive que pedir ajuda a uma pessoa (chinês) que tava lá e ele me ensinou como fazer... hehehe... muito burrinho o garoto. Me lembrei do Mr. Bean indo lavar a roupa... hehehe... mas não chegou nem perto.... :)!
Ai quando a roupa acabou de lavar (40 minutos depois) eu voltei, passei as roupas pra secadora, passei o OneCard no teclado, escolhi a máquina, e ai tudo funcionou direitinho.
Agora eu tenho roupas limpinhas e cheirosas!
Foi uma aventura. Cada coisa aqui é uma aventura...

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Hoje eu consegui pegar um patins para patinar no gelo emprestado com um brasileiro (Tucaauê é o nome do cara) que é igualzinho ao Adam Sandler (aquele do filme do "O Paizão"). O cara é gente boa. Agora vou poder patinar no gelo! uhul!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

University of Alberta Golden Bears

Belo dia de sábado.
Hoje acordei tarde, por volta de 12h. Tomei um café da manhã reforçado (omelete com tomate, cebola e queijo), um leite com Quick, e fui pro ginásio. Dei uma corrida, pedalei e depois malhei um pouquinho.
Ai vim em casa, tomei um banho, conversei com o pessoal na internet por um instante e depois sai pra ir numa loja enorme chamada ValueVillage que é na verdade um brechó gigante. Comprei umas camisetas e um par de luvas. Depois fui numa outra loja de departamentos chamada Army&Navy e comprei mais um cado de coisas (casaco e gorro do Canada, toalhas, etc...). Agora eu posso dizer que não me falta mais nada! Até vassoura eu comprei hoje! hehehe... quer dizer, falta a camisa de hockey do Canadá e do Edmonton Oilers... vamos ver...
Mas o tópico do texto de hoje não é pra falar do meu dia (apesar de já ter sido metade dele), mas sim pra uma experiência ótima que eu adorei fazer. Fui assistir a um jogo de hockey do time da Universidade. Aqui eles têm "um time" masculino e um feminino. O masculino se chama Golden Bears e o feminino se chama Panda. E é esse nome para todos os esportes: volei, futebol, basquete ou hockey não importa. Se forem os homens jogando serão os Golden Bears. E eu fui naquela achando que ia tá lotado com a torcida apoiando o time, etc... mas não foi isso que aconteceu. O pessoal tava lá. Muitas familias, criançada correndo sem parar... mas sem aquele apoio pro time. Mas tudo bem. Hockey é hockey. Os caras jogam muito. Patinam numa velocidade que eu vou te contar... Muito maneiro. Mas no final o time daqui de Alberta deu mole e perdeu por 5 a 4. Tudo bem. Eu tava era torcendo pro Hockey. Eu amo esse lugar! hehehe... Hockey everywhere you go!
Agora eu to indo lavar roupa na lavanderia aqui do alojamento.
Amanhã um vou fazer um texto falando da experiência pra titi!
hahaha
Saudades de todos!
Beijos!


O símbolo do Golden Bears... não parece que o urso tá bêbado?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Onde eu moro...

Por aqui as coisas estão melhorando. O trabalho está dando certo e até agora o momento já tive alguns bons resultados. Os dias estão menos penosos e tenho me mantido um pouco mais ocupado. O que ajuda bem a manter a vida. O inglês tá bom. De vez em quando eu me enrolo, mas dá pra levar.

O lugar que eu estou morando é dentro da faculdade. Um alojamento para estudantes de graduação e pós-graduação estrangeiros que estão aqui na Universidade. É um lugar bem legal. São dezenas de portarias todas conectadas por um grande corredor que forma uma espécie de galeria onde há uma porção de lojas. Desde cabeleleiros a lojas de jóias. Mas na maioria são lojas de comida. Comida chinesa (ó... que novidade), tailandesa, coreana... etc... só não tem o nosso delicioso feijão. Nada brasileiro até agora. hehehe... Por isso que é como se fosse viver num shopping. Mas não tem nada a ver com o shopping que eu fui na semana passada. Não confundam... hehehe.

A casa é um apê de dois quartos, como dá pra ver nessa foto:


Ela tem uma sala e cozinha que é dividida como Randi (o chinês do último texto). Na sala ele colocou uma mesa onde ele estuda. A cozinha tem um fogão e uma geladeira e um monte de armários. Uma boa cozinha. O fogão é antiguinho, mas é legal. Ele é elétrico - não tem fogo. E cozinhar com isso é muito esquisito... hehehe... mas no fim das contas quando a comida é boa, o fogão não faz muita diferença. hehehe... A casa tem só um banheiro também, que é dividido com o Randi também. E tem dois quartos. Um pra ele e um pra mim. O meu quarto agora tá show. Comprei uma mesa, comprei uma tv e agora já ta parecendo um bom quarto. Tô gostando daqui... hehehe... é pequeno, mas é onde eu vivo o meu mundo. E é de onde eu escrevo pra vocês.
Beijos a todos!

por favor, deixem comentários para eu saber que vocês tão lendo, se não desanima!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Edmonton Canadá, a terra dos chineses

Bom dia, tarde ou noite pessoal!
Mais do que contar o meu dia a dia aqui, eu acho que é mais interessante se eu contar as minhas impressões e as coisas vividas nesse que é o meu ambiente pelos próximos 5 meses. E uma das coisas que mais chama a minha atenção aqui é o número de orientais que circulam não só pela faculdade mas por toda a cidade.
Eu percebi a quantidade de olhos puxados que tinha aqui no dia que eu cheguei na cidade. Mas com os dias passando e eu me acostumando com a cidade eu fui percebendo que eles não só são numerosos, mas são parte importante da sociedade. Os chineses estão em todos os lugares e em todas as classes sociais. Trabalham de faxineiros a donos de lojas. Mas eles são a força motriz da cidade. Toda loja, restaurante ou birosquinha tem chinês. E eles possuem a sua sociedade. Tem a Chinatown, mercados e restaurantes. Possuem jornais, canais de rádio e televisão. Até nos mercados não chineses você encontra aquários onde são deixados caranguejos e lagostas vivas pra que eles possam escolher os mais frescos.

Lagostas no aquário esperando serem escolhidas e irem parar numa panela de Chinês

Eu mesmo estou morando com um chinês. O nome dele é Randi (se é que se escreve assim), um estudante de engenharia elétrica. Ele está no segundo ano da faculdade e parece ser um cara bem inteligente. O inglês dele é um pouco sofrível, já que ele se enrola pra falar alguns fonemas. Mas no mais, é um cara super legal e que conversa bastante - quando não tá estudando. Ele tem me ajudado bastante aqui. Ontem experimentou o meu macarrão e se amarrou. Também me recomendou a pedir um prato no restaurante chinês aqui do alojamento que foi uma boa pedida. Enfim, um cara bem legal.
Enfim, a cara mais comum aqui em Edmonton é a cara de um chinês.
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No mais, por aqui tá tudo bem.
Acabei de comprar uma televisão por 10 dólares. E na TV passa o canal de esportes principal do Canadá. Agora já tenho um rádio e uma TV. Só falta a minha própria internet que está marcada pra amanhã!
YEAH!