domingo, 30 de maio de 2010

E pra não dizer que eu não falei das flores...

Hello kids,

Quando o inverno acabou oficialmente e a neve começou a derreter, um sentimento estranho tomou conta de mim. "Poxa, não sei quando eu vou ver neve de novo..." E eu realmente não sabia. Não sabia que ainda iria ver algumas vezes por aqui - como aconteceu ontem (mas eu já falo sobre isso). Acontece que aquela estranha sensação foi rebatida por uma bela frase da minha amiga Juliana Bahia: "Agora você vai acompanhar uma maravilhosa transformação!".

Isso porque depois do inverno sempre tem a primavera. E se pra nós que vivemos numa região tropical a primavera já é bonita, pras pessoas que vivem num lugar onde de novembro a março a paisagem é toda branca, a chegada da primavera é um evento aguardado e muito comemorado. Vocês podem até achar estranho eu falar da primavera agora (de novo) quando o verão está se aproximando.

Não sei se é o aquecimento global e as mudanças climáticas que estão ocorrendo no mundo, mas acontece que Edmonton é uma das cidades que tem o clima mais louco que eu já vi. Aqui é uma das primeiras cidades do Canadá a nevar e uma das últimas a parar de nevar. Mesmo com a primavera a cidade fica "verdinha" ao invés do verde visto em muitas outras cidades, como por exemplo Vancouver. Mas depois que eu voltei de lá (Vancouver) eu tive uma grata surpresa! Todas as árvores estavam floridas. Muitas cores diferentes e inclusive tulipas (especialmente fotografadas para a Fernandinha) pelos jardins da universidade. Por todo o lado é possível ver gramados verdes e sorriso no rosto das pessoas. Até os coelhos - figurinhas carimbadas no campus - estão mais felizes e saltitantes com as suas pelagens amarronzadas.

Esse atraso para aparecerem as flores pode ser explicado porque a província de Alberta, onde fica Edmonton, é considerada quase um deserto. À nossa esquerda são encontradas as montanhas rochosas que barram os ventos que trazem as nuvens carregadas de chuva do oceano. Por isso, enquanto aqui a maioria dos dias são frios mas ensolarados, em Vancouver os dias são mais quentes mas chove pra caramba (como vocês podem ver a duas publicações atrás).

Agora, não tem explicação nevar nos dias 29-30 de maio, quando o verão está logo ali... Depois de uma semana que fez 30 graus... hehehe...

Até mais!






Eu ja já posto as fotos das tulipas... eu juro! Tenho que pegar na máquina.

As prometidas tulipas:



Abraços e beijos pra todos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Um parêntese

Abro um parêntese dessa minha louca vida aqui em Edmonton. Peço licença a essa cidade que me abriga a quase 5 meses para contar uma história da minha vida.

Voltemos ao fim de outubro, início de novembro de 2007. O São Paulo acabava de ser pentacampeão brasileiro. Se já não bastasse tanta emoção, eu me encontrava em Brasília para o aniversário de 50 anos do meu pai. A promessa de um festão não podia se encontrar em momento melhor. Passei um fim de semana na casa da minha grande avó Maria. Além de sair umas duas vezes com os primos.

O aniversário do meu pai foi uma festa inesquecível. Cada um vestindo a camisa do seu time. E quão orgulhoso eu não estava de sustentar aquela bela camisa do tricolor do Morumbi? E quão orgulhoso eu não estava de ver meu paizão completar 50 anos? Até os parabéns, eu estava bem. Tinha tomado uma ou duas cervejas e tava tranquilo. Mas ai depois de cantar os parabéns, a Titi leu um texto maravilhoso em homenagem ao nosso pai. Ela pediu pra eu ficar por perto pra ajudar ela caso ela não conseguisse ler tudo. Mas coitada! Ficou sem qualquer ajuda possível, pois assim que ela começou a ler eu comecei a chorar. E como chorei. Achava que não ia parar nunca. Depois que ela acabou de ler a família toda se abraçou. E sem dúvidas aquela é uma das cenas que mais está marcada na minha cabeça.

Depois dessa choradeira toda, vem a história engraçada. Eu fui pra beira do bar e comecei a beber. E não foi beber cerveja não. Foi beber pinga. Pinga "made in" Santa Cruz do Escalvado - MG. E eu não faço ideia de quantas pingas eu tomei. Só sei que cada tio, primo, cunhado que passava por perto eu chamava pra tomar uma. E naquele mar de camisas atleticanas e cruzeirenses me lembro de uma camisa preta do galo. E dentre aquele monte de tios que tomaram uma comigo, tinha sempre uma presença marcada. Tio Ayrton. Um cara super gente fina que sempre que eu me lembro dele, me lembro como uma pessoa pra cima. Um dos melhores contadores de piada que eu me recordo. hahaha... lembro dele contando a piada do português chamando o elevador que ele deve ter me contado quando eu tinha uns 6, 7 anos... Lembro no dia em que eu terminei de ler o meu primeiro livro: "o pequeno príncipe" na casa dele. Com vergonha pq eu tava chorando sai do meio da festa e fui parar no carro do meu pai... hehehe... também não devia ter mais que 7 anos. Mas eu também me lembro de quando o papai morou nos fundos da casa dele. Foi quando o time de volei do Brasil ganhou as olimpiadas de 1992. Eita que lá vai tempo. Voltando a festa, tio Ayrton foi um dos caras que mais tomou daquela marvada comigo. E como sorria e falava besteira. Como sacaneava meus outros tios e meus primos... Só sei que no final eu tomei o maior porre que já tive em toda a minha vida e que no dia seguinte eu tive a maior ressaca já registrada no mundo (podem conferir tá no Guiness book de 2008... hahaha).

Mas de toda essa história, hoje 25 de maio de 2010, o que me vem a cabeça é aquele grande sujeito chamado Ayrton. Foi a última vez que eu vi esse meu tio. E infelizmente não terei chance de ver esse camarada novamente. Hoje infelizmente ele ganhou o descanso merecido. Depois de lutar por alguns anos contra diversos contratempos ele faleceu e foi se juntar aos meus avôs e tantas outras boas pessoas lá no andar de cima. Pra mim ficou a lembraça daquela última vez que nos vimos. E tenho certeza que é assim que a maioria das pessoas que conheciam e amavam esse homem de jeito simples e brincalhão vai lembrar dele.

E é essa a homenagem que eu queria prestar a ele. Que os meus poucos leitores façam uma prece ou mandem pensamentos positivos para a família dele e toda essa grande família Lana. Não tive tempo de dizer adeus, mas como um amigo meu falou no facebook, o importante é o amor compartilhado que tivemos durante a vida. E isso sem dúvidas aconteceu.

Vai em paz tio.
Você vai fazer falta por aqui.
Agora a saudade aumenta ainda mais!
Te amo! Assim como amo a todas as pessoas das minhas enormes familias e aos meus grandes amigos.


Vovó Maria e sua prole no aniversário de 90 anos dessa linda senhora de rosa. Da direita pra esquerda: Tia Fátima, meu Pai, Tio Ayrton, Tia Lili, Tio Dequinha, Vovó, Tio Alfredo, Tia Glória, Tia Ângela, Tio Lalá e Tia Nilda.


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Em breve voltaremos com a programação normal.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vancouver, BC, Canada

E eu fui pra Vancouver. Vancouver não é a capital da bela British Columbia. A capital da British Columbia é Victoria (onde eu pousei antes de ir pra Bamfield). Porém, Vancouver é a cidade mais importante da costa oeste canadense. Aliás, uma das cidades mais importantes do Canadá. Tão importante que até sediou os últimos jogos olímpicos de inverno. Aliás, mesmo passados três-quatro meses, Olimpíada de Inverno ainda marca presença forte na cidade.

Por que Vancouver é tão bonito? Porque ela lembra o Rio.

Ela lembra o Rio porque é um lugar que tem o mar de um lado e a montanha do outro. É um lugar onde você ainda observa muito verde. É um lugar onde as pessoas estão andando na rua o tempo todo. Uma cidade viva e feliz. As praias não são tão maravilhosas. A areia é escura e é só uma pequena faixa e a água é provavelmente poluída e, com certeza, gelada. Mas dizem que no verão as pessoas ficam sentadas na areia e algumas até arriscam uma nadada ou outra.

O centro da cidade é lindo. O hostel onde eu fiquei fica numa ruazinha pequena e cheia de casas estilo anos 40-50. Muitas das casas possuem um jardinzinho todo florido (Deus salve a primavera!!!). As ruas são largas e com calçadas bem amplas, como se você estivesse andando em Ipanema ou Leblon. Muitos prédios novos com uma arquitetura bem bonita e muitos prédios antigos com arquitetura clássica.

Andando pelo centro eu visitei o estádio do time de hockey de lá e passei em frente ao estádio onde foi a final do hockey nas olimpíadas. Por toda a cidade é possível avistar o monte Whistler, onde ocorreram as provas de eski. Mesmo com a cidade toda florida e com um belo brilho solar, o topo da montanha continua congelado. Um belo visual.

E imaginem o Rio de Janeiro com um sistema de transporte fantástico, onde os ônibus possuem conexão uns com os outros, as barcas saem com frequência e são super arrumadas, o metrô possui 4 linhas que se espalham pela cidade e levam até o aeroporto. Imaginem se no centro da cidade todos os tipos de transporte se encontrassem e fantasticamente os ônibus não soltassem uma poluição sequer (eles são elétricos). Imaginem o Rio sem violência, com as ruas limpas e sem avistar nenhuma favela? Mas não precisa tirar os mendigos e os pedintes não. Como toda cidade grande, Vancouver está cheio deles. Fiquei espantando, diga-se de passagem. Outro ponto que se assemelha bastante ao Rio é quantidade de sinais. Impressionante!!!

E uma vez nessa bela cidade eu fiz dois passeios turísticos. Na segunda-feira eu visitei uma ponte suspensa chamada Capilano Suspended Bridge. Foi quando eu andei de barca, pois essa atração turística fica do outro lado da baía. O lugar é lindo. A atração principal é atravessar uma ponte suspensa (daquelas de filme do Indiana Jones) de um lado ao outro de um canyon. A história da ponte é bem burguesa: uma família queria caçar do outro lado do rio, mas era muito difícil chegar lá. Como eles tinham dinheiro, construíram a maior ponte suspensa da costa oeste norte-americana. Depois deles caçarem bastante do outro lado, resolveram fazer daquilo um turismo. Começaram cobrando 10 centavos por cada pessoa que quisesse atravessar a ponte. Em 100 anos a inflação foi fantástica. Para entrar em Capilano tive que deixar 30 dólares na portaria... mas valeu a pena. Além da ponte, esse lugar é um parque que possui uma floresta bem preservada, completamente diferente da mata atlântica a que estou acostumado. As árvores são todas muito organizadas - tudo muito de primeiro mundo... hehehe... Deu pra tirar muitas fotos bonitas... (vejam no link que eu coloquei no fim do texto).

De tarde eu caminhei pelo centro da cidade e literalmente me perdi por lá. Fui parar numa Chinatown, depois caminhei até o lado oposto ao meu hostel, depois subi uma avenida gigantesca... enfim... depois de muito caminhar, encontrei o hostel e fui tomar um banho e botar a conversa em dia com a Fê. Depois de falar com ela, subi pro quarto e falei com um cara que tava quase dormindo. Ele era alemão (Nick) e a gente combinou de tomar uma cerveja. O cara é muito gente fina. Trabalhou no Canadá por 10 meses e estava finalmente voltando pra Alemanha. Conversamos bastante sobre a simplicidade da vida e sobre viagens. E conversamos sobre diários e como deixar a nossa impressão dos lugares que conhecemos, das pessoas que encontramos e das coisas que vivemos durante essas aventuras. Ele contou sobre o pai dele que vivia viajando de moto quando era mais novo e passou por várias experiências pela África. E os diários dele são o tesouro dele. E eu e ele ficamos desapontados com nós mesmos, pois estamos passando por uma super experiência e não estamos registrando em diários. Assim como eu, ele mantém um blog, mas não escreveu uma linha sequer em um diário. E ai, como resolução - depois de algumas cervejas, acreditem esse cara bebe muito! - nós decidimos que vamos escrever nos nossos diários..... heehhehe PODE APOSTAR TITI! Na manhã seguinte eu conversei com um senhor que estava no mesmo quarto que a gente. Ele já tem sem dúvida mais de 80 anos. Veio da Austrália para viajar de trem de Vancouver até Winnipeg. Uma viagem de mais de quatro dias. Mas ele estava muito animado pra isso. Parecia uma criança. Conversamos sobre futebol e ele falou que o Brasil ia ser campeão esse ano! Espero que a sabedoria desse senhor seja refletida nos pés daqueles que honrarão a camisa canarinho.

E na terça eu fui caminhar pelo Stanley Park. Por mais incrível que pareça, chuveu toda a manhã em "Rain"couver (Vancouver é uma das cidades que mais chove no Canadá, por isso leia a frase anterior com sarcasmo na entonação). Eu caminhei uns 5 ou 6 km no parque embaixo de chuva. Mas mesmo com muita chuva o parque é muito bonito. Em toda a orla (ele é uma "península" que entra mar a dentro) é possível encontrar bancos de praça dedicados a alguma pessoa falecida. E geralmente com alguma frase bem legal. Tipo "Não reclame da chuva. Pense em todos os pingos que estão errando você!", "Minha mãe adorava sentar aqui e admirar a bela paisagem de Vancouver"... Bela maneira de se fazer uma homenagem às pessoas que amaram aquele lugar. Agora eu imagino se fossem homenagear todo mundo que ama sentar naqueles banquinhos no calçadão de Copacabana... hehehe....

E depois de muito caminhar na chuva eu cheguei ao Aquário de Vancouver. Após deixar 28 dólares na recepção, eu entrei num mundo espetacular. O aquário, como todos deveriam ser, possui uma super estrutura. São diversos setores mostrando os mais diversos ecossistemas. Todos os tanques são enormes, permitindo aos organismos uma vida um tanto quanto confortável. Tem uma sessão da Amazônia onde um gigantesco pirarucu vive. Também tem um tanque onde tem tartarugas-marinhas e tubarões. Mas o que eu mais gosto e o que eu mais prestei atenção foram os invertebrados. Milhares de anêmonas dos mais diferentes tipos e tamanhos. Caranguejos, ostras e estrelas das mais variadas formas e cores. E o momento "fofuxo" foi quando eu vi os golfinhos, focas e quatro belugas ("baleias" brancas). Tudo muito organizado e passível de se gastar o dia inteiro. Mas eu tive que sair de lá.

Saí do aquário por volta das três da tarde e caminhei até o centro. Olhando no mapa pra não me perder de novo, consegui achar um McDonalds pra almoçar (acreditem, foi a terceira vez que eu comi no McDonalds desde que eu cheguei aqui). E quando eu estava na fila, vi um cara com a camisa do Cruzeiro. Como o São Paulo estava pra ganhar do Cruzeiro no dia seguinte, eu perguntei pro cara se ele achava que o Cruzeiro ia conseguir virar o placar. Aí a gente começou a conversar e passamos a tarde caminhando pelo centro da cidade de novo. Não me cansei de fazer isso... hahehehe... Daniel veio de Ouro Preto pra estudar inglês em Vancouver. E pelo que conversamos ele está aproveitando bastante. Quando deu umas 5 e pouca eu voltei no hostel e peguei minhas malas e fui caminhando até a estação do metro pra pegar o trem e ir pro aeroporto. A essa hora o sol já brilhava e tive até que pegar meus óculos-escuros. Ironias do destino...

E finalmente peguei o avião que decolou as 9 da noite com um belo por-do-sol e me trouxe de volta para a pacata cidade de Edmonton. Uma cidade pequena, planejada e plana. Mas que com a primavera está toda florida. Mas mesmo sendo primavera e depois de uma semana que chegou a ter dias com 30 graus, sexta e sábado chuveu e caiu um pouquinho de neve. :)

As "férias" de dois dias acabaram e desde lá eu venho trabalhando. Fui todos os dias no laboratório (incluindo sábado, domingo e hoje - que é um feriado aqui) e provavelmente vou fazer o mesmo até o dia 30 de junho, quando a minha aventura no Canadá acaba. Já é possível ver a luz no fim do túnel e já é possível sentir uma mistura bem esquisita de sentimentos.

Mas, viajar é bom demais! Essa é a conclusão que se tira nessa vida.
Espero que tenham tido paciência de ler esse grande texto!!!

NÃO DEIXEM DE VER AS FOTOS NO LINK ABAIXO!!!



Veja as fotos que eu coloquei no Facebook acessando esse site aqui: http://www.facebook.com/album.php?aid=13947&id=100000363636335&l=d1b71da916

domingo, 16 de maio de 2010

Mais de Bamfield e chegada a Vancouver

Os últimos dias foram maravilhosos.
Definitivamente, preciso ficar perto da água para ter uma vida boa!

Os últimos dias foram de trabalho intenso tb, mas um pouco mais leve. Depois do lago Frederick, eu visitei uma cachoeira chamada "Sarita". Como tava um solzinho e todo mundo ficou colocando uma pilha, resolvi experimentar a água. Péssima escolha. Se cachoeira geralmente é gelada, imagina uma cachoeira no Canadá? A água vem direto de glaciais lá em cima das montanhas e mesmo com todo o sol, quando eu coloquei o peito dentro d'água, mal consegui respirar! GELADA!!! Muitos vão se perguntar pq diabos eu decidi entrar na água. Eu explico! Estava sentado nas pedras junto com a mãe de uma professora amiga da Sally (a senhora deve ter uns 75 anos e encarou uma trilha que muita gente não teria coragem). Ai eu perguntei pra ela se eu deveria entrar ou não. Ela me deu uma resposta muito boa: "Pode ser que você não volte aqui nunca mais!" Aí eu não pensei duas vezes... em 30 segundos eu tava arrependido do meu ataque de "machesa".

No outro dia a Sally simplesmente me expulsou do laboratório. Ela queria que o ambiente ficasse quieto e mandou eu ir passear. Literalmente! Então eu tive que pegar um barco a remo (row boat) para cruzar o braço de água que separa a estação de pesquisa de uma ilha para poder visitar uma praia chamada Brady´s beach. Depois de apanhar muito dos remos, eu consegui colocar o barco no rumo certo e fiz a mais longa travessia jamais registrada na história da estação científica! Mas não me importo! Foi legal de qualquer jeito! Ai depois de uns 30 min de caminhada cheguei a praia. Uma autêntica praia do Pacífico! Só coloquei os pés e provei a água. Salgada como em todas as praias que eu já estive. Um belo visual diga-se de passagem, mas confesso que já estive em praias mais bonitas!!!

E hoje (domingo) de manhã deixamos a estação de pesquisa pra vir para Vancouver. A Sally vai participar de um congresso aqui, enquanto eu vou passear e curtir um pouco dessa bela cidade. A viagem pra Vancouver foi tão ou mais longa quanto a ida pra Bamfield. Acontece que Bamfield fica em uma ilha (a mesma que Victoria, onde eu pousei terça passada) Vancouver Island, pra chegar de volta no continente de carro você tem que pegar uma balsa (ferry). Chegamos a tempo para pegar a balsa das 5. Aí esperamos uma hora mais ou menos e ai a fila começou a andar. Adivinhem? Fomos o primeiro carro a não entrar na balsa! Legal não? Mas tudo bem. Pegamos a balsa das 7, e foi possível ver um belo por do sol. Aliás, bela viagem!

Agora estou num hostel em Vancouver. Acabei de fazer um lanche e amanhã vai ser turismo puro. Eu tenho que fazer um plano pra saber o q q eu vou fazer ao certo, mas vou deixar isso pra amanhã de manhã. Agora vou encarar um quarto coletivo pra dormir.

Beijos e abraços pra todos!
Emilio


A estação de Bamfield

Emílio em Brady's beach

Outra foto da bela Brady's Beach

Sarita's fall.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Bamfiel, BC, Canadá

Oi pessoal,

E essa semana eu estou escrevendo de um lugar diferente. Acontece que a minha orientadora aqui me convidou para fazer uma viagem de campo em uma estação de pesquisa na costa Oeste do Canadá.

Então terça-feira passada eu sai de Edmonton cedinho, peguei um avião que pode ser classificado como um "voo Gol" e pousei no aeroporto de uma cidade bem charmosa chamada Victoria. No aeroporto a Sally (minha orientadora) me encontrou e entramos no carro pra uma longa viagem. A estrada tem umas vistas espetáculares, inclusive belíssimas árvores com mais de 800 anos de vida. Passamos por umas duas cidades um pouquinho maiores, onde compramos nitrogênio líquido para congelar as esponjas e "víveres" para a sobrevivência dos humanos, e depois uma estrada de terra batida com cascalho que não deve nada à estrada da fazenda em Valença. Depois de 5 horas de viagem de carro, chegamos a uma estação de pesquisa muito legal.

A primeira impressão foi bastante boa, já que de cara você vê o mar. Ah... depois de quatro meses é bom ver água pra caramba de novo. rs... Aí a Sally me levou para conhecer a estação: laboratórios, salas de aula, centro de convivência, biblioteca... colocamos nossas coisas no lab e viemos para o nosso alojamento. Uma charmosa casinha toda feita de madeira. Bastante aconchegante e com um colchão de verdade!!! :)
Ai na quarta de manhã a gente desceu até as docas, coletamos algumas esponjas (sem mergulhar, acreditem a água é muito gelada!) e fomos pro lab onde passei o dia todo limpando e fixando esponjas. De noite a Sally fez um jantar pra gente e ficamos conversando um pouco. Depois vim pro quarto e fui dormir.

Hoje o dia foi a mesma rotinha de limpar e fixar esponjas, mas de tarde eu fui num lago sensacional, onde a Sally mergulhou e coletou esponjas. O lugar é muito bonito e a água nem estava gelada assim.

Vou colocar algumas fotos pra vocês verem (clica nelas pra ver a foto maior!)....
Beijos e abraços a todos. Até amanhã!

Do avião foi possível ver as montanhas rochosas (rockies). Provavelmente as mais pro fundo da imagem são nos steites.Vista da baía de Victoria já na estrada para Bamfield.
Grandes árvores no caminho para Bamfield.

Canadian landscape. Ignorem o banco, vejam a bandeirinha e a montanha cheia de neve ao norte.


Vista da porta do laboratório.


O turista no lago.


O lago Friederick.


O bangalô onde estamos abrigado.


O lab onde ficamos.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Em Edmonton, você tem que se permitir

Olá crianças,

Última semana que passou foi boa. Apesar de algumas coisas chatas terem acontecido, no geral foi bom. No laboratório as coisas estão se encaminhando bem e a relação com a minha orientadora daqui está cada vez mais legal. Ela é uma ótima pessoa que parece depositar uma ótima confiança em mim.

Esse fim de semana eu fui ao zoológico de Edmonton, um lugar bem fraquinho quando comparado aos zoológicos de Brasilia e Rio (os que eu me recordo de ter ido). Os animais não são muito diversos, mas existem algumas belas corujas. Fui esperando encontrar ursos, mas não havia um sequer... Foi legal porque fui com duas pessoas do lab (Jackson e Emily), já que eu não fiz muita coisa aqui com eles.

Mas o título desse post é essencialmente pro que eu acabei de fazer. Antes de eu vir pra cá, minha sobrinha Paulinha pediu pra que eu fizesse um boneco de neve pra ela. E como vocês devem lembrar, toda a neve foi embora e a chance de se fazer um boneco com ela, foi junto (como escrevi em alguns posts atrás). Mas a natureza está mudada e o tempo cada vez mais maluco, e eis que em plena primavera (depois de ter feito 24 graus positivos) o tempo vira e quando eu acordo no dia 4 de maio vejo pela janela uma grande quantidade de neve. Nevou muito o dia inteiro e com isso neve branquinha e fofinha se acumulou por todo o campus. Quando eu sai do laboratório em direção a minha casa eu fiz a minha primeira bola de neve e taquei em uma árvore. hehehe..
Ai pensei que era a oportunidade PERFEITA pra fazer o boneco de neve.
Vim pra casa, falei com a Fernandinha, conversei com uns amigos e meio que desanimei. Pensei "que mané boneco de neve... deixa... depois eu faço..." Ai fui tomar banho pra dormir... e no banho pensei: "a natureza tá me dando mais uma oportunidade pra fazer uma coisa que todo mundo faz quando visita a neve. Você vai deixar a preguiça e a vergonha te vencerem?"

Sai do banho, peguei minha jaqueta, um óculos escuro, cachecol, boné e minhas luvas e fui pra baixo do prédio. Caminhei um pouquinho, encontrei um lugar que me pareceu perfeito e o resultado vc confere abaixo...

Detalhe da cabeça do Sr. Bigodes

Emilio e o Sr. Bigodes.

Sr Bigodes diz: "Agora estou preparado para o frio."

Snowball! YEAH!

É isso pessoal! Paulinha aqui está o seu boneco de neve!!! Não é perfeito igual ao que a gente vê nos filmes, mas pelo menos foi feito com o coração! Amo você minha sobrinha que já não é mais pequenininha!

Até a próxima pessoal!