terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia 3 - Muita chuva, mergulho e o dia em que o atobá me mordeu

Dia 3 na Ilha Belmonte, pequeno lugar que suporta a estação científica do Arquipélago São Pedro e São Paulo.

Meus amigos,
Terceiro dia aqui na ilha. A noite foi um pouco tensa! Muita chuva e as ondas que batiam na ilha chegavam a estremecer a casa. Aí, tivemos que fechar as janelas que estavam abertas, mas o cheiro do cocô dos atobás na janela fedia tanto que deixamos a chuva entrar pela janela. Acordei com o sol nascendo! Fotografei uma bela sequencia e voltei a dormir.

Aí foi a rotina de lavar o telhado pra tirar o cocô dos atobás das placas que fazem a energia solar. Tarefa das mais fáceis. Aí ficamos olhando o tempo todo pras baterias, querendo saber se elas estão carregando. Ontem a noite a água doce tinha acabado e a energia nas baterias era essencial para fazermos água doce pra hoje. O sol não aparecia e as baterias ficavam ali... chorando pra serem carregadas. Ai o sol abriu! As meninas chegaram do barco e o Leandro se animou pra mergulhar. Um dos pescadores resolveu nos ajudar e encarou os atobás para colocar a água pra fazer. Mais tarde saberíamos que isso foi um erro!

Mas vamos ao que interessa! Eu e o Leandro nos equipamos e nos direcionamos pro mar. Em frente a varanda aqui de casa tem um pierzinho. 15 passos e estou dentro dágua. A água mais clara e transparente que eu já vi na minha vida. Muitos peixes coloridos e muitas pedras pra procurar esponjas e outros invertebrados. Eu e o Leandro nos separamos e cada um foi pra um lado procurar as coisas. O impressionante é que mesmo a uns 20 m um do outro, era possível ver com nitidez o outro. Fantástico. A coleta foi proveitosa e conseguimos um bom numero de amostras. No fim, ainda vimos uma barracuda, um dos peixes mais temidos do oceano.

Ai saimos da água e viemos almoçar. As meninas prepararm um “peixe-de-coco”, macaxeira frita e uma deliciosa salada. Isso tudo regado a um suco de cajá. Quem disse que estamos no meio do nada?

Depois do almoço começamos a nossa briga com o dessalinizador. Subimos a trilha dos atobás para desligar o aparelho que o Márcio tinha ligado antes de mergulharmos. Isso quase duas horas depois. A gente achava que a caixa de água doce ia tá cheia, mas estávamos enganados. Ela estava vaziinha. O cara falou pras meninas que sabia como ele funcionava, mas estava enganado. Resultado: tivemos que fazer a água doce “de novo”. Mas aí, o tempo já tava virado e o sol já não carregava as baterias. Consumimos um monte de energia e ainda assim não deu pra encher a caixa de água doce. Quando eu fui desligar o aparelho ainda levei uma bicada de um atobá desgraçado bem na ponta do dedo. Fez um pequeno corte, mas o susto foi pior ainda!

Agora de noite lanchamos e assistimos ao filme do Indiana Jones e a Arca Perdida. Bom pra gente descansar e relaxar pra amanhã! O tempo ainda não tá legal não, mas eu espero que isso passe logo!

Continuo com problemas para fazer o upload das fotos. Vou tentar resolver isso em breve!

Vamos nessa.

Abraços pra todos.

2 comentários:

  1. E ai, Emilio!
    Só vai ter água doce se o dessalinizador funcionar? É a mesma água que voces bebem?
    Muito legal esta aventura de vocês. Continua firme que nós estamos acompanhando daqui!
    Abraços!

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  2. A sensação que eu tenho é que estou lendo um livro de histórias de aventuras... o meu orgulho é saber que o personagem principal é alguém que eu AMO MTO e que eu vi sonhar todas essas coisas que hoje ele coloca em prática... Quando eu crescer quero ser igual a você meu irmão!!!! KKKKKKKKKKKKK!!!
    Já pensou que delícia quando você for contar todas essas histórias para os meus sobrinhos???? =D
    Continua a escrever... tô adorando!!!!
    E boa sorte ai com o dessalinizador, com os atobás e com a chuva, que espero que vá embora... tô curiosa pra ver as fotos... mas é bom que quando vc voltar a gente já tem desculpas pra fazer um churrasco lá no salão de festas do seu condomínio... juntar a turma toda novamente... rsrsrsrs

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